A arte de Duane Michals
por Suelen Figueiredo

“Não é por acaso que você está lendo isso. Eu estou fazendo marcas pretas no papel branco. Essas marcas são meus pensamentos e embora eu não saiba quem está lendo isso agora, de algum modo as linhas de nossas vidas se encontraram… Para o comprimento dessas poucas frases, nos encontramos aqui.
Não é por acaso que você está lendo isso. Este momento tem sido esperado por você. Eu estava esperando por você.
Lembre-se de mim. ”

O fotógrafo americano autodidata, 79, faz uso inovador de foto-seqüências em suas obras, muitas vezes incorporando texto para examinar a emoção e a filosofia.  Ele estudou design gráfico, mas não concluiu o curso porque se apaixonou pela fotografia. Começou como fotógrafo de moda, trabalhando para revistas como EsquireVogue, e em pouco tempo se tornou um artista de nível internacional.
Original em seus pensamentos, crenças e na execução de suas imagens, Michals conseguiu criar uma carreira brilhante ignorando - quer dizer, desafiando - os limites estabelecidos. Ele passou a vida re-analisando e re-inventando a própria natureza da fotografia.
Ao invés de descrever as realidades exteriores, Michals virou a câmera e visão para seu interior - enfrentando e tentando descrever as paisagens intangíveis de suas próprias emoções, medos, sonhos e desejos.
As suas obras são desconcertantes, quase surrealistas, utilizando frequentemente jogos de espelhos ou sequências de imagens.

“Eu estou interessado no que acontece quando morremos. Eu não sei como alguém pode estar vivo e não questionar isso. - Eu acho que é uma pergunta muito racional.” – Duane.

 

Fonte: pdngallery.com

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abr 18, 2011Blog - -

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